quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Curtas e diversas

A mais recente e visionária proposta do professor Marcelo já é conhecida da opinião pública: consiste em defender que o partido dele, pelo que consegui perceber nos parcos 12 minutos de que dispõe semanalmente na televisão pública portuguesa, ainda o PSD, deve referendar internamente a posição oficial sobre a regionalização.

Um dia depois, um destacado barão do partido do Minho, cujo nome está mesmo na ponta da língua, defendeu que seja efectuado um referendo à proposta do professor de referendar a regionalização.

Um militante de base de Vila de Rei (uma terreola dada aos hungáros em 1998 em troca de 3 actrizes pornográficas com mamas 36DD – facto desconhecido da maior parte dos portugueses, sobretudo dos que nunca comeram as húngaras*) disse já discordar inteiramente do barão sem nome e propõe, em alternativa, um plebiscito à proposta do professor e uma moção de censura à proposta do barão.

Entretanto, algures no elefante branco em Lisboa, um empreiteiro endinheirado, e com dois guarda-costas eslavos e não colectados, defendeu, perante os microfones do canal erótico português HOT, que se deveria referendar a possibilidade de qualquer militante do partido poder propor referendos.

Agastado, o Professor Marcelo avançou já com a ideia de se referendar, para já apenas internamente, a hipótese de qualquer militante se opor às suas propostas.

O barão do norte, instado por um jornalista da rádio cidade, referiu discordar desta última sugestão do Professor e preconizou, em alternativa, que apenas sejam referendadas as propostas de referendo do Professor quando estas são tornadas públicas às terças e quintas ou quando o céu está nublado em mais de 66% do território nacional.

Nos outros dias, o barão defende que apenas as propostas do empreiteiro e do militante de base sejam referendadas.

Caso a humidade ultrapasse os 26%, as mesmas devem ser imediatamente rejeitadas.

O professor concordou em parte com esta última proposta, mas defendeu um sufrágio para decidir se Madeira e Açores podem ser incluídos nos referidos 66%.

O barão rejeita por completo um sufrágio e defende uma consulta directa e presencial.

O militante mostrou-se bastante desagradado e contrapôs com a possibilidade de se efectuar uma sondagem, por telefone entre as 3 e as 7 da manhã.

Aproveitou, ainda, para desabafar e confessou que já vai sendo altura de referendar a possibilidade de existirem barões no PSD.

Entretanto, no meio desta confusão, a minha gaja ligou-me hoje a dizer que está com o período e apresentou-me duas alternativas, numa espécie de sondagem caseira: anal ou oral?

Sugeri-lhe um sorteio puro, proposta que ela de imediato aceitou.

Já preparei os papelinhos: um diz “anal”, o outro diz “oral no fim do anal”.

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Em Amarante, os habitantes locais estão assustados com a possibilidade de ser construída uma barragem no rio Tâmega, a montante da cidade.

Segundo eles, a barragem irá provocar a destruição de diversos ecossistemas e mesmo pôr em risco a população de Amarante, doravante constantemente ameaçada pela possibilidade de cheias.

Para tal criaram uma associação chamada “Salvem o Tâmega”.

De imediato liguei para lá e, ao contrário do que estava à espera, eles são contra a construção da barragem.

Ora, como sou do Porto, vivo, há largos anos, (desde que tenho consciência de mim próprio e desenvolvi capacidades olfactivas) amaldiçoado com essa verdadeira praga que são os Amarantinos.

Seres disformes e cruéis, capazes de praticar actos ainda mais tenebrosos que o canibalismo ou o sexo com preservativo.

Pessoas que são incapazes de conjugar os verbos, combinar cores ou tecidos no vestuário ou entrarem na porta certa dos autocarros.

Assim sendo, decidi não doar nada à neófita associação e já meti os papéis para uma nova associação como o nome “Salvem o Porto, afundem Amarante”.

Os cabrões até podem ficar a boiar, mas sem luta é que não ficam.

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Deu ontem entrada no Hospital de S. João o famoso emplastro. Depois de um benemérito lhe ter patrocinado o conserto da dentadura eis que agora surge o retoque final no que se pretende um look de vanguarda: a remoção da verruga que tem feito as delícias de milhares de portugueses, nomeadamente desempregados, empregados de escritório ou, em geral, gajos que não sabem usar a net para pesquisar nada de original.

Ao que consta no Bairro, e para passar à frente na lista de espera, uma senhora que faz limpezas no hospital, e que vive no mesmo bloco do emplastro, fez um fellatio a um contínuo das urgências.
Por sua vez, este funcionário fez um cunnilinguus de 32 minutos a uma enfermeira de Obsterícia, que não tem relações sexuais com o marido há mais de 2 anos, desde que este desenvolveu uma obsessão de cariz sexual por uma escova de dentes Oral B.

A enfermeira, 3 orgasmos e uma ruptura muscular depois, subiu à Dermatologia, onde usando um strap on de 59 euros, adquirido numa sex shop online, penetrou analmente um médico da especialidade.

O emplastro deu entrada no bloco operatório para remover a verruga por volta das 15H30, depois de ter almoçado uma canja de galinha e pescada cozida.

A intervenção demorou cerca de 45 minutos. Segundo fonte do Hospital, a verruga encontra-se bem, em plena recuperação, enquanto o emplastro foi enviado para o laboratório a fim de ser submetido a uma biópsia.

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Entretanto, realizou-se ontem em Ermesinde, o segundo campeonato nacional de patologias.

O evento decorreu a bordo de um autocarro da linha 703, e contou com 24 participantes.

Inicialmente, a organização apontava para a centena, mas alguns dos concorrentes não conseguiram acabar a descrição sumárias das doenças de que padecem (requisito exigido para a participação) a tempo da competição.

De imediato, foi criada uma competição paralela em que o vencedora conseguiu estar 4 dias e 3 horas consecutivas a descrever doenças passadas, presentes e “coisas más que já sente a chocar” usando a terminologia da vencedora.

O momento foi registado pelas câmaras do Porto canal, e dos programas da Fátima Lopes, do Goucha e José Carlos Malato.

A meio da emissão, Malato não se conteve e decidiu participar, descrevendo o nome e composição dos 762 medicamentos que transporta na sua bolsa a tiracolo, juntamente com o seu gel y2k e o vibrador anal de 3 velocidades.

Para o substituir, foi convocado de emergência o apresentador Júlio Isidro, que aproveitou para bater o recorde mundial de amputados dentro de um Smart fortwo.

Na competição principal, a vencedora foi uma idosa de S. Mamede de Infesta, Matosinhos, que descreveu 36 doenças mortais, 45 crónicas, 12 tipos diferentes de encefaleias e diversos tipos de tumores, que só são conhecidos em determinados tipos de répteis do Bornéu.

A competição foi renhida e a vencedora teve que discutir a consagração, taco a taco, com um homem de 37 anos de Espinho, reformado por invalidez, que já tinha morrido 3 vezes, duas das quais após decapitação por um comboio, na linha do norte, junto do apeadeiro de Miramar.

O Espinhense ainda conseguiu chocar os presentes quando contou a sua traumática experiência de lhe ter nascido um tumor maligno em cima de um outro tumor maligno.

A idosa só conseguiu a vitória “in extremis” quando, lavada em lágrimas, contou ao júri a pungente história de um tumor pré-existente que foi afectado pelo dramático aparecimento de uma neoplasia maligna devastadora: um natural de Amarante.

A vencedora, depois de receber o prémio principal (um passe anual da STCP, 50 consultas prioritárias no clínico geral do Centro de Saúde e um formulário de candidatura a beatificação), optou, ainda, por mais 20 cêntimos, adquirir os impressos próprios para o processo de canonização, com a seguinte justificação.

“Nunca se sabe quando me pode dar uma coisinha má!”

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A Polícia Judiciária, através do seu Departamento de combate ao crime informático, lançou ontem um apelo, destinado aos mais jovens, relativamente aos cuidados a ter na Internet, sobretudo em chats de conversação ou redes sociais.

Segundo os investigadores, os adolescentes e jovens em geral devem ter cuidado com as abordagens, com a revelação de dados pessoais, as conversas por webcam ou a marcação de encontros presenciais.

Como exemplo, a mesma fonte revelou parcialmente o teor de uma queixa apresentada por uma vítima, uma jovem de 19 anos de S. Pedro da Cova, Gondomar.

O nome da vítima não foi, obviamente revelado, por razões de privacidade e segurança.

A vítima descreveu, aos Inspectores e textualmente, excertos da conversa que manteve com o predador sexual.

- Olá linda!
- olá, cm te xamas?
- Sou o Lucarelli! E tu?
- Sou a Vãnia. És do Porto.
- Sim, da Ribeira.
- Eu sou de S Pedro da cova. Que idd tens?
- Num sei, e tu?
- Tenho 19
- Eu tb!
- Do que gostas?
- Num sei, e tu?
- Gosto de musica, de novelas e de danças latinas
)
J- Eu tb! Fodasse, q cuincidencia
- Olha, és mm tu na foto? És mm giro, és parecido cu Orlando bloom.
- Claro que sou. E nesse dia tava todo lixado, tinha sido apanhado sem carta pela bófia, nem fiquei bem nem o caralho. Olha queres sair?
- Nun sei se debo, nem te conheço
- Eu conheço o Cláudio, o primo do namorado da tua prima Suzete.
- Qual, aquele que trabalha no pasta caffe do via Catarina.
- Sim, esse. E já te vi na zara do parque nascente. És morena e tens pá aí 1, 70m, num é?
L- Não, tenho madeixas louras e só meço 1,57m
- Pois, num há hipótese, és mm tu! Queres sair?
- Num sei. O q queres fazer?
- Sei lá, íamos beber um copo ao vogue e depois eu ia-te ao pito, que dizes?
- Num sei.
- Anda lá?
- Num sei…
- Anda lá?
- Tá benhe! Vens-me buscar?
- Vou! Vou num uno branco sem matrículas, tá benhe?
)
J- Tá bem, vou lavar a rata que faltou a água outra vez
- Até já então
- Até já lindoooo

Depois desta conversa e de (usando as mesmas palavras da vítima) lhe ter dado o pito por diversas vezes, nunca mais o conseguiu contactar, até porque ele lhe levou a carteira e o telemóvel.

A vítima referiu, ainda, não ter estranhado o facto de o agressor lhe ter aparecido com um passa montanhas e de a ter levado directamente para a Serra da Agrela em Santo Tirso, porque, segundo a mesma, “gosta de pessoal fora e até curte andar de carro”.


* Pelo que apurei, e além de Vila de Rei, ainda tivemos que entrar com 5 M€ e a promessa de que a Orsi Féher trabalharia indefinidamente em Portugal, sem nunca precisar de atacar na esquina ou aprender Português.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Só me lembrei mesmo de temas de merda


O que têm a ver o Padre de Boticas traficante de armas, o início da vacinação contra a gripe A, os taxistas quererem ser vacinados como grupo de risco, a menina Russa Alexandra e o facto lamentável de eu já não ejacular há 2 meses por causa da merda dos medicamentos que a puta da médica me receitou?


Nada! Apenas vou escrever sobre estes assuntos que não interessam nem ao Professor Marcelo porque não me consigo vir.


À conta deste problema já rompi relações com 7 amantes. O problema é simples e eu expliquei-lhes de uma forma clara a sucinta:


- Vamos ter que acabar, querida! Nesta relação não há espaço para duas pessoas que fingem orgasmos.


Comecemos pelo Padre Fernando Guerra de Boticas, concelho Transmontano de Chaves. Se nunca foram a Chaves continuem no bom caminho, se foram, os meus pêsames.


A ideia de um padre que, em vez de coleccionar bíblias, terços, hóstias e cuecas de miúdos da catequese, junta armas, é bastante perturbadora.


Quase tanto perturbadora como o facto de o Tribunal permitir que ele continue a celebrar missas. Imagino o alinhamento da mesma:

- Génesis;

- Evangelho segundo Lucas;

- Porque o CDS é o partido de DEUS;

- Armas e calibres, formas dos orifícios de entrada na vítima e assassinos em série famosos.


Fontes próximas da Cúpula da Igreja Católica já referiram que o Padre Guerra não é, de todo, um criminoso e que as armas se destinariam apenas à última missão apostólica do Padre, para a qual foi indigitado pelo próprio Papa Bento XVI: Um frente a frente com José Saramago.


Por outro lado, começou o processo de vacinação contra a Gripe A.


O Director Geral de Saúde foi um dos primeiros a dar o exemplo e lá arregaçou a manga do seu braço franzino e peludo para levar a “pica”, que o irá proteger desse terrível flagelo que já matou milhares de pessoas pelo mundo fora.


Curiosamente, como foi demonstrado pela reportagem televisiva, os primeiros vacinados foram um luso africano (daqueles com sotaque), uma brasileira (das feias e que não dão para pôr a render) e um ucraniano (provavelmente um físico nuclear no seu país de origem).


Todos eles funcionários do Instituto Português do Sangue.

Eu não fazia a mínima ideia que merda de Instituto era este ou para que servia, sem ser para sacar o guito do contribuinte, até que um colega me explicou:


Imaginem que, por um infeliz acaso, acabam num Hospital depois de se espetarem bêbedos com o carro que ainda não pagaram e para o qual só têm seguro contra terceiros.


Se, ainda por cima, precisarem de uma transfusão sanguínea e acabarem com SIDA ou Hepatite C é com esses gajos do Instituto que têm que ir reclamar, sobretudo agora que a Leonor Beleza já se reformou do ramo.


Antes receber sangue de um estranho todo podre do que uma tia fã da Luciana Abreu ou de um primo viciado em Wrestling. Os riscos são incomparavelmente menos.


Pois bem, o africano, a brasileira e o ucraniano foram os primeiros a experimentar a vacina.


Enquanto muitos nela depositam todas as esperanças, outros vêem-na como uma potencial fonte de problemas e de doenças ainda mais graves, incluindo-se neste grupo a Roche e os médicos que vão nos seus cruzeiros formativos.


Quando acabou de vacinar os estrangeiros, a enfermeira disse:


- Ok! Agora já podemos começar a vacinação em pessoas a sério.


Pessoalmente, nunca gostei muito de injecções, nem de vacinas.

Mesmo durante os 8 anos que andei agarrado à heroína, injectar-me era sempre um sacrifício gigantesco e só o suportava porque era por uma boa causa. Além disso, era sempre a minha jabala da altura, a Lisete Triplex, que me injectava na piroca enquanto me fazia o broche diário.


Tinha uma dupla função, dava-me a bela da dose e era o único momento em que o meu pénis tinha algum tipo de contacto com qualquer tipo de líquido, sobretudo o vómito aguado da Lisete.


O apelido só lhe foi dado postumamente. É que a minha Lisete morreu de uma overdose.

Um dia ao chutar, estava tão fodida que se injectou quando já tinha duas seringas metidas nos braços, que lá tinham ficado dos dias anteriores.


Agora parece que os taxistas, simultaneamente comentadores e “opinion makers”, também querem ser vacinados contra a gripe A. O argumento, segundo o sindicato do sector, é a alegada necessidade de virem a transportar doentes para o hospital e estarem assim expostos ao vírus.


O Governo já apresentou uma contraproposta: O governo ministra a vacina mas exige uma taxa simbólica a rondar os 25 euros para ajudar aos custos, o que já demoveu 95% da classe.


A outra medida defendida pelo executivo é a de aplicar a vacina apenas aos taxistas lisboetas do aeroporto, já que estes cobram, em média, mais 300% que os restantes colegas, o que implica um maior tempo de contacto com os passageiros.

Mesmo que o trajecto tipo seja normalmente entre o aeroporto e o Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, na distância de 5,6 km.


A terceira, e última, é auto-imposta pelo próprio estado, que se compromete, num prazo não superior a 3 anos, a desenvolver uma vacina anti-taxista, protegendo os passageiros dos erros gramaticais, do cheiro corporal, das opiniões absolutas e cretinas e da irritante mania de circularem pela direita nas rotundas.


Esta última proposta vem de encontro a uma teoria defendida, há anos, por um grupo misto de psiquiatras, psicólogos e infecciologistas: Segundo a qual os taxistas são, de facto, um grupo de risco... para os humanos.


Noutro registo, o casal de Barcelos voltou à carga pela menina Russa Alexandra, acusando a mãe biológica desta, Natalya, de alcoolismo, maus-tratos e desacatos.


O casal prepara-se inclusivamente, para junto das autoridades russas, apresentar uma exposição visando, em última análise, a recuperação da custódia da menina.


Entre os argumentos encontra-se um que dificilmente poderá ser ignorado pelos Russos: Se a menina já se encontra habituada a agressões, maus tratos e a conviver com uma mãe alcoólica e que provoca desacatos, porque não deixá-la vir para Portugal onde, para além disso, o tempo é muito melhor e o sol faz extremamente bem aos ossos.


Mas não foi só o desastre da minha vida sexual que me levou a falar de assuntos da actualidade.


O facto é que tenho recebido queixas, comentários acintosos e mesmo ameaças devido ao conteúdo e tom do blogue.


Acusam-me de ser um bota abaixo violento, um maldizente rancoroso, um bêbedo, um drogado.


Apontam-me, ainda, a limitação narrativa de só falar de sexo e mulheres.


Quanto à adjectivação agradeço-a e julgo, sinceramente, que não sou merecedor.


Na minha vida já conheci pessoas infinitamente superiores nestas áreas, a maior parte das quais pertencente à minha família.


Foi com eles que aprendi tudo, aproveitando ao máximo o tempo que eles passavam em condicional ou à espera de julgamento.


Quanto à pouca variedade de assuntos, lamento imenso mas o meu paizinho ensinou-me sempre a falar apenas daquilo que sei.


E como hei-de falar de sexo sem mulheres? Nunca fui muito além disso. Primeiro porque tenho medo de gostar e depois porque tenho hemorroidal crónico.


Pronto, confesso que, no fim da adolescência, dei um linguado com o meu porquinho-da-índia, mas não gostei muito e ele era um verdadeiro cabrão, fazia-o com os meus vizinhos todos, inclusive o Alcino Tuberculoso e o Lino Leporino.


Esta última parte era a brincar. Não tenho amigos e estou proibido, pela minha médica e por uma Juíza de Valongo, de sair à rua.


Tenho, de facto, sofrido insultos, mas eles vêm todos das minhas vozes pessoais e amigos imaginários. Vozes e amigos que só eu consigo ouvir e ver.


Só me faltava esta: esquizofrénico paranóide e calharem-me na rifa vozes malcriadas e sem ponta de educação.


Liguei já para a Fátima Lopes – a melhor pessoa do mundo desde o Fernando Santos e a Oprah – e ela prometeu que me vai levar ao programa durante o mês de Novembro, no mesmo dia em que lá vai um Bruxo de Cinfães do Douro que só consegue adivinhar o passado e uma mulher de Santo Tirso que só consegue ter orgasmos ao som dos primeiros albuns dos Irmãos Verdades.


Entretanto a polémica Igreja versus Saramago parece não ter fim.


Uma dos meus amigos imaginários acabou de ouvir na Rádio Renascença que um jovem Maltês, de 29 anos, revelou ao mundo que lhe apareceu uma hemorróida com a forma de Jesus Cristo.


A hemorróida com a sagrada figura terá, entretanto e segundo diversas testemunhas, proferido as seguintes palavras: “Exijo um frente a frente com Saramago. Vou-lhe fazer um exorcismo e quero como ajudante o Padre Guerra de Boticas."

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

É um passáro, é um avião? Não! É um beto de meia idade… dentro de um avião.

Todos já saberão o quanto eu gosto de ricos, betos e panascas em geral.


Depois de uma semana abundante em notícias sobre a tomada da bandeira, hasteada no edifício da Câmara Municipal de Lisboa, dei por mim a pensar o quão perigosos podem ser estes monárquicos subversivos.


Cansados de mandar água ao povinho nas paragens, que se levanta às 6 da manhã para apanhar o autocarro, ou de espancar sem abrigos ou mendigos em geral, eis que agora também se dedicam ao furto de bandeiras.


Perdão, furto não! Troca. Isso mesmo, foi uma troca. Tiraram aquela coisa horrorosa rubro-verde e meteram lá uma daquelas azuis e brancas com a coroa no meio.

Eu até gosto de monárquicos. Quase tanto como gosto de enfartes, tumores malignos ou de feiras medievais.


Simpatizo com eles porque compreendo a sua dor. Tanto dinheiro e tão pouco para fazer neste país de merda. Ainda por cima quando o sol está encoberto ou o mar está "flat".


O terrorismo internacional limita imenso as viagens da malta e não se podem fazer orgias todos os dias. Primeiro por causa das doenças e segundo porque é preciso dar descanso à cona das betas.


Ir ao SPA mais que uma vez por semana também fode o PH da pele e o ginásio nestes dias de verão está a abarrotar de parolos.


Perante isto, toca a fazer algo verdadeiramente perigoso e heróico e sacar a puta da bandeira.


Imaginem os perigos que os moços correram, um chamado Rodrigo Moita de Deus e outro Henrique Burnay. Só os nomes inspiram respeito e evocam heroísmo e bravura.


Vamos ser francos, o impacto não seria o mesmo se a feito fosse levado a cabo por dois gajos chamados Rúben André ou João Vítor.


Pensemos nos perigos: desde caírem lá de cima, serem apanhados pela temível Polícia Municipal ou, terror dos terrores, apanhar um dos vereadores a foder a secretária badalhoca, que lhe faz um bochechos semanais em troca de uma casa camarária na Quinta do Lambert ¹.


Confesso que temo pela vida destes jovens monárquicos. Pelos vistos ainda são demasiado novos para herdar os bancos, fábricas ou os lugares no Parlamento dos paizinhos.


Já que estamos em maré de confissões, admito que já pensei ser monárquico, até cheguei a enviar um fax para a sede do PPM, solicitando que me informassem qual o primeiro na linha de sucessão: O D. Duarte de Bragança ou o Nuno da Câmara Pereira.


Para me decidir quero esta história bem esclarecida. É que se for o fadista tenho uma ténue esperança de ainda pertencer à família.


É certo que será sempre como bastardo mas já dizia o meu avó, a cavalo dado não se olha o dente.


Acontece que uma pessoa da minha família, de quem sou muito chegado e a qual não identificarei por razões óbvias, apenas podendo dizer que se chama Candelária e que trabalha na fábrica da Areosa, foi violada pelo Nuno da Câmara Pereira, algures da década de 80, mesmo junto à paragem do 88 na circunvalação, no sentido do Castelo do Queijo.


A minha parente até gostou, rezam as crónicas familiares, e só ficou meia ressabiada quando o gajo foi embora sem cantar aquela do “meu querido, meu velho, meu amigo”.


Evidentemente que para aspirar a um tacho na corte teria que provar esse facto. Até porque o mânfio do fadista comeu o pacote da mulher e nem sequer se dignou a ejacular lá dentro. Cabrão insensível.


Mas não é só em Lisboa que os betos, tios e restantes parasitas andam a fazer das suas.


Em dois dias seguidos, dois senhores da classe alta decidiram, penso que com a ajuda de Deus, mandar os seus aviõezinhos contra o chão.


Quer dizer, o povinho é comido pelo Estado, pelos gatunos, pelos patrões (passe a redundância), pelas gripes animais, pelas intempéries, pela falta de talento e vontade de trabalhar e agora ainda se arriscar a levar com um cabrão de um latifundiário e do seu avião nos cornos.


Foda-se, que país é este? O que é que deu a estes filhos da puta para andarem a tentar acertar no pessoal cá em baixo, embrenhado nas suas vidas de merda e problemas infindáveis.


É algum jogo recreativo para fintar o tédio mortal que deve atingir estes gajos? Estaremos perante uma variante do "Carmageddon"?


Se isto colar, não tarda nada teremos todos os betinhos do país a incentivarem os paizinhos a comprar avionetas. E já agora a sacar-lhes o combustível antes da partida.


É só vantagens: dá para encher o depósito do BMW para ir à caça da bandeira e dará aos pais aquilo que eles sempre mais desejaram: estar perto de Deus, enquanto eles ficam mais perto da herança.


E assim teremos, finalmente, um país com uma elite conhecida internacionalmente por uma idiossincracia colectiva única a nível mundial.


Enquanto a família real inglesa se diverte a foder ao Deus dará e a encornar os legítimos a torto e a direito, os portugueses levarão à diáspora e ao resto do mundo a marca de um elite diferente e original.


Roubar bandeiras na juventude e foder aviões na idade adulta!


¹ Urbanização Lisboeta, situada no Lumiar, para gajos com a mania que são tão finos como os da Lapa ou da Estrela. Como táctica mimética arrastam a pronúncia e repetem abundantemente expressões como “Ouça!” ou “Que horror!”.

Geralmente habitado por transmontanos ou beirões de 2ª geração ou retornados com um desejo secreto de vingança (ou mais ou menos secreto).

Dada a proximidade, usam o Estádio de Alvalade como sanitário colectivo e têm como hóbby preferido serem assaltados por pretos ou ciganos com intenções criminógenas.

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

SPC (salute per calcio)¹


Infelizmente, confirma-se. Já perguntei a toda a gente aqui no escritório e não há ninguém do Braga. Queria tanto gozar com os gajos.


Temos alguns atrasados mentais benfiquistas, uns quantos lúcidos e resignados adeptos do Sporting e um senhor, que só tem um testículo e que ninguém sabe o que faz, que torce pelo Sporting de Lourenço Marques. Também torce pelo Salazar, por uma nova colonização e pelo resort do Tarrrafal, destinado a gajos que tinham a mania de pensar e, ainda pior, falar.


Como tudo em que acredita, até ele está extinto. A prazo. Entretanto, arrasta-se dolorosamente, sobretudo para quem o vê, pelas cadeiras roçadas do serviço, esperando pelo dia em que a Junta Médica confirme, com um atestado e selo branco, aquilo que todos já sabem: que está morto.


De onde vem o poder do futebol? Simplesmente do facto de ser o nosso ganha-pão anímico.


Mas não acredito que o futebol seja o abrigo dialéctico dos Portugueses, apenas porque estes são demasiado estúpidos, incultos ou intelectualmente preguiçosos para falar de outros assuntos.


Não! Nada disso. Só falamos compulsivamente de futebol porque a coisa é mesmo interessante. E é a única coisa neste país que parece fazer alguma coisa pelo esbater das desigualdades classistas. Além da heroína², claro.


Só em ambiente futebolístico temos a oportunidade de remeter alguém à sua insignificância, no dia seguinte à derrota do seu clube, por três bolas a zero com um clube amador dinamarquês.


Pensem na sublime ironia: os jogadores milionários do clube milionário do adepto milionário perderam, às mãos (ou às pernas) de um clube desconhecido, e cujos craques obscuros treinam, todos os dias, sob temperaturas gélidas, depois de 7 ou 8 horas nos seus empregos


É uma sensação indescritível para um português médio gozar com a cara de um colega, ou superior, segundos antes dele entrar no Mercedes, para apanhar a congestionada auto-estrada, que o levará à vivenda que tem junto ao mar, onde certamente irá pensar, repetidamente, nas dolorosas palavras do colega escarnecedor enquanto se deita no sofá de couro da "divani & divani" que curiosamente custou o mesmo que o colega ganha num ano.


Evidentemente, e num trágico contraponto, o gozão fará a viagem para casa, deliciado, sempre a pensar na cara do colega, extasiado com a perspectiva de o mesmo não conseguir sequer comer, com a mágoa que as suas palavras semearam.


O gozão não vive muito longe do colega gozado, só que em vez de ser junto ao mar, é, digamos, numa 9ª ou 10ª linha. A casa dele também é algo isolada, bem, não é propriamente a casa, mas antes o bairro.


A viagem também se faz na mesma direcção, só que em vez da Auto estrada segue-se pela nacional, o veículo também é Mercedez, mas tem uma lotação de 56 lugares, a maior parte dos quais de pé, tal e qual como o colega gozão a faz.


Bem haja ao futebol, por ajudar, ainda que por breves momentos e em dias muito específicos, à diminuição deste fosso entre os pobres e os ricos.


Talvez agora os detractores percebam os apoios constantes e, por vezes histéricos, do Estado à indústria futebolística.


Costuma resultar e, acima de tudo, não desprezemos o efeito benigno do futebol no aplacar de iras, consciências e ímpetos revolucionários.


Vejam só o exemplo do nosso querido Primeiro-ministro. Como símbolo da governação deu-se ao luxo de criar uma “equipa especial”, liderada pela nossa e só nossa, “Eliot Ness” portuguesa, a "rainha do eyeliner", a pessoa mais impoluta do planeta desde o Dias Loureiro, a Dr. Mizé Morgado, só para combater a terrível máfia do norte, liderada por esse ser criminoso tenebroso com pronúncia de morcão, o rufia Jorge Nuno.

E o efeito foi sublime (para o Sócrates): atenções bem focadas no folhetim, uma crença renovada na justiça e nas instituições em geral e uma subida estonteante nas sondagens. Tudo isto enquanto, através de uma reforma penal expresso, metia metade dos bandidos colectados cá fora (incluído os do norte), ao mesmo tempo que fazia diligências para que nenhum dos deles fosse lá parar por engano.


Erros judiciais, como os de Paulo Pedroso ou Fátima Felgueiras, não se podem repetir. Custe o que custar.


Agora que o processo apito dourado começa a dar os seus (nenhuns) frutos em tribunal, o PS cai a pique, já perspectiva a perda do poder e o povo impaciente e desesperado volta a não acreditar no sistema e a achar que os políticos são todos uns ladrões.


A esperança deles era (é e será) que ladrões só existissem no futebol, mais especificamente na Torre das Antas e terrenos anexos.


Não haverá mesmo nenhuma forma mais ou menos legal de reabrir os processos pela 3ª vez ou de pôr, finalmente, um clube lisboeta a ganhar o campeonato, de preferência o Benfica?


Todos agradecem: O governo, os empresários, os trabalhadores, não esquecendo o meu colega gozão e a integridade física da mulher e dos filhos.


Falta-me referir o Rui Rio, mas esse merece um texto só dele ou, num cenário ideal, um tiro na puta da cabeça.


1 Antes de mais quero pedir desculpa pelo tom quase sério do texto e prometer que vou fazer os possíveis que não se volte a repetir.


2 É lamentável, para qualquer intelectual de esquerda, constatar que, após, mais de 80 anos de experiências socialistas, se chegue à triste conclusão que um derivado de uma planta asiática provoque mais estragos na superestrutura social (vulgo mamões) que todos os livros, textos, comícios, acções de campanha e esclarecimento (com ou sem fuzilamento) revoluções, guerras, festas do avante, parques temáticos Siberianos e eleições (livres ou não), levados a cabo até hoje.

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Uma visão progressista da mulher


“Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma "indecente" - com calças -, pode apanhar 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública.


Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.

“Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma”, disse a jornalista Lubna Ahmed al-Hussein à imprensa internacional.

As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem comete um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.

Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser discriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem”.


Ao ler esta notícia não posso conter a minha profunda indignação e repulsa. Sentimentos que julgo serem partilhados por qualquer pessoa de bom senso e bem formada.

Perante este tipo de situações sinto-me na obrigação de expressar a minha humilde opinião.


Ao analisar atentamente a notícia, não consigo deixar de pensar como estamos atrasados em relação a estes países.

Sociedades que têm uma visão funcional e, obviamente, correcta da espécie feminina. Que dão às mulheres o papel que lhes está destinado por natureza.

Países avançados, onde um camelo, um lacrau ou até mesmo um homossexual (se os houvessem) têm mais direitos que as mulheres.

Passamos a maior parte do tempo a copiar maus exemplos como os que nos chegam dos países nórdicos, dos estados da UE ou mesmo dos Estados Unidos, quando a solução mais avançada está bem à nossa frente.

De resto, o aplicar da pena de chicotadas em Portugal, em meses de Verão, certamente originaria um crescimento súbito e abrupto da indústria dos chicotes, hoje em dia muito limitada às artes circenses ou pancas sadomasoquistas.

Infelizmente, estamos a percorrer o caminho inverso em termos civilizacionais e cada vez tendemos a dar mais e mais direitos às mulheres.

Começou com o conceito de sexo consensual, depois vieram a criminalização da violação, o direito de voto, o trabalho feminino pago e agora já chegamos ao extremo de não as podermos espancar livremente sem um PSP nos vir bater ao ferrolho minutos mais tarde.

E digo-vos já que em alguns concelhos do país, já é mais fácil livrarmos-nos de uma multa de trânsito do que das consequências de um espancamento da nossa mulher ou amante.

Estamos a aproximar-nos perigosamente do fim da civilização. As mulheres já recebem tanto como nós, já têm direito a emitir opiniões e até chegaram ao ponto de verem futebol e discutirem connosco pormenores técnicos do desporto rei.

Há que dizer basta. Se protegem a Amazónia, a calota polar, o tigre de bengala, o dialecto mirandês, os homossexuais, os pretos e até os assaltantes à mão armada, há que começar a olhar com seriedade para os homens e para os abusos que começamos a sofrer do mulherio.

Inspirado no magnífico exemplo sudanês, tenciono dar o meu singelo contributo para combater este autêntico flagelo que, a não actuarmos agora, atingirá proporções épicas.

Para tal, avanço com algumas sugestões para uma vasta reformulação do nosso sistema penal.

Há que o adaptar para uma evolução que, acredito, será inevitável. Países avançados como o Sudão, o Irão ou a Arábia Saudita têm dado o exemplo e urge segui-lo.

A melhor forma de começar será por redefinir as leis penais. Nomeadamente no que diz respeito à tipificação do que é, ou não, crime.

Há que, de uma forma geral, alterar substancialmente a forma como a sociedade pune ou censura as condutas mais gravosas dos seus membros.

As sugestões são meramente indicativas e poderão, naturalmente, ser alvo de correcções e aperfeiçoamento, sempre inspirados por uma ideia de maior justiça nas relações inter-género.

Assim sendo, avanço com algumas alterações a crimes já existentes no código penal e a criação “ex novo” de mais alguns crimes, que, até à data têm escapado, milagrosa e inexplicavelmente, à atenção do legislador.


NOVOS CRIMES A CRIAR

Prostituição
Toda a mulher que praticar sexo em troca de dinheiro ou bens será punida com a pena de morte por linchamento.
A mesma pena aplicar-se-á a qualquer mulher que resista a uma violação individual ou em grupo na sua pessoa, exigindo, em contrapartida, dinheiro ou qualquer bem material, incluindo uma bimby.

Falar em público
Toda a mulher que se dirigir, em público a um homem, será punida com 500 chicotadas.
Se a opinião expressa for contrária à do homem, a pena será de morte por asfixia erótica.
A morte será precedida de uma sessão de tortura sexual de 36 horas, incluindo chuva dourada, chuva negra e dupla penetração anal.
A mulher que declarar expressamente gostar incondicionalmente destas formas de tortura, será poupada da morte e colocada ao serviço da população.

Inépcia no fellatio e masturbação
A mulher que demonstrar qualquer tipo de inépcia no sexo oral será punida com a amputação das pernas e será, em alternativa, forçada a praticar masturbação ao homem.
Se demonstrar inépcia na masturbação, terá as duas mãos amputadas, dada a sua inutilidade total.

Definições e conceitos:
Por inépcia no fellatio entende-se: trincadelas involuntárias, falta de saliva ou barulhos esquisitos e inestéticos que possam distrair o homem.
Por inépcia na masturbação entendem-se as distensões penianas, o olhar para a nossa câmara digital sem expressa autorização ou a pergunta “ainda demoras muito?”.

Inépcia no coito vaginal
Qualquer mulher que demonstre dificuldades no sexo vaginal será condenada à pena de tortura intelectual.
Esta tortura consistirá na obrigação de a ler Sartre e Marcel Proust e no fim resumir os conceitos base dos dois autores.
Se o conseguir fazer sem citar o nome de uma personagem de uma novela da TVI, da Globo ou de um filme do Richard Gere será poupada à morte.
Se falhar, será morta por espancamento, logo depois de submetida a uma sessão de visionamento ininterrupto, de 72 horas, da filmografia de Ingmar Bergman e Luís Buñuel.

Inépcia no coito anal
Qualquer mulher que se recuse a fazer sexo anal ou manifeste qualquer tipo de desconforto ou mau estar na sua prática será punida com morte por empalamento.
Por manifestações de desconfortou ou mau estar, entendam-se, entre outras, o gemido excessivo ou de dor, a expressão “pára um bocadinho” ou expressões de cariz religioso se não forem acompanhadas de palavrões.


CRIMES JÁ EXISTENTES

Ameaça
Quem ameaçar o homem com a abstinência sexual será punida com uma sessão de violação grupal, sendo permitida a entrada na execução da pena de todos os parentes do marido, descendentes e colaterais até ao 3º grau, colegas de emprego, de café, de sueca e amigos do liceu e alcoólicos anónimos.
A ameaça poderá ocorrer “per si” ou ser acompanhada de exigências ou contrapartidas como: realização de análises e exibição dos resultados, aquisição de mobiliário inútil, viagens a Maceó ou a Cancún, noites de consoada com os pais da mulher, conversas sobre sentimentos ou afectos, memorização de datas específicas, uso de alianças ou anéis, casamentos e/ou filhos.

Aborto
Toda a mulher que se recusar a fazer um aborto a pedido do homem será executada por injecção letal, não sem antes ser obrigada a participar em partidas de bowling, basketball e futebol de onze como bola.

Participação em rixa
A mulher que participar em rixa por motivo fútil será punida com 100 chicotadas e 100 dias sem lavar os genitais com Aseptal ou Vagisil.
A única rixa permitida será a disputa com outras mulheres por um homem, e desde que esta contenda seja resolvida numa banheira ou arena de lama e sem qualquer peça de roupa.

Coacção
A mulher que coagir homem a ver novelas, ir às compras ou ouvir as suas questões existenciais será punida com a amputação da língua ou, em alternativa, a uma pena perpétua de prisão num estabelecimento prisional sem espelhos.

Sequestro
A mulher que, depois do acto sexual, obrigar o homem a permanecer mais que 10 segundos na mesma cama, banheira ou banca de cozinha, será punida com 200 chicotadas ou uma pena perpétua de proibição do uso de sapatos de salto alto.
Se, além da conduta atrás descrita, a mulher encetar uma conversa com o homem sobre amor, casamento ou filhos, a pena será a de execução por tiro de metralhadora, perante um linha de fuzilamento de 10 exímios atiradores.

Violação
A mulher que, depois de violada, se queixar a uma autoridade, telefonar à mãe ou uma amiga ou simplesmente balbuciar um lamento, será punida com morte por linchamento, precedida de violação grupal.
Na execução, quer do linchamento, quer da violação, poderão participar todos os habitantes da comarca.

Fraude sexual
A mulher que se vangloriar de ser boa nas artes sexuais e, de qualquer forma, defraudar o seu parceiro no acto, provocando-lhe, nomeadamente, ejaculação precoce, ejaculação tardia, dores de costas, cãibras nos membros inferiores ou sonolência será condenada a morte por electrocussão.
Esta pena de morte será precedida de 60 horas de tortura do espelho, se a mulher atingir o orgasmo antes do homem ou mesmo simultaneamente.

Anotação: A tortura do espelho consiste na prática de colocar uma mulher a olhar-se ao espelho durante horas, sem maquilhagem, ao mesmo tempo que lhe são servidos croissants de chocolate e alheiras de Mirandela ininterruptamente.

Lenocínio
O homem que fomentar, promover ou facilitar a prostituição será condenado a 5 anos sem futebol e sexo casual.

Anotação: O sexo pago é encarado pelo legislador como a fonte de todos os males e o maior motivo de presunção da espécie feminina.

Importunação sexual
Qualquer mulher que seja incomodada com piropos, apalpões ou actos exibicionistas e reaja negativamente é punida com 10 anos de reclusão numa prisão sem pinças e cera quente.

Abuso sexual de crianças
O homem que importunar, molestar ou violar criança do sexo feminino não será punido a não ser que se prove indubitavelmente que a mesma é menor de 8 anos e elucide pelo menos, 12 vezes a sua condição de criança ao homem, através de gritos com mais de 120 décibeis.
Se a criança já tiver mais de 70 de busto esta excepção não se aplica e o homem não será punido.

Actos sexuais com adolescente
Qualquer adolescente do sexo feminino que não seja versada nas artes do fellatio, do sexo anal, do sexo em grupo, da troca de esperma e da inserção de objectos, será punida com 5 anos de prisão, num estabelecimento prisional sem balanças e será obrigada a frequentar um curso de práticas sexuais avançadas e desviantes com a Ana Malhoa.

Pornografia de menores
Qualquer homem que não detenha em casa, pelo menos, 300 dvd’s ou 500 GB de porno infantil será punido com castração química ou, em alternativa, com 10 anos de terapia sexual com professores doutorados em violação, pedofilia e exibicionismo.

Difamação
A mulher que, em público ou em grupo restrito de amigas, divulgar pormenores da sua vida sexual ou de detalhes anatómicos de qualquer homem com quem praticou acto sexual, será punida com 5 anos de prisão ou com uma pena de coabitação sexual perpétua com um homem de micro pénis.

Ofensa à memória de pessoa falecida
Qualquer homem que insultar a progenitora de uma mulher com o nome de “puta” não será punido, a não ser que a mulher prove que a mãe não era, de facto, uma puta.
A única forma de prova admitida será o testemunho presencial da mãe da mulher.

Violação ou perturbação de vida privada
A mulher que surpreender o seu homem ou marido a ter sexo com outra mulher será punida com a pena de morte por injecção letal se, de alguma forma, interromper ou distrair o homem no seu acto, pondo em causa a viabilidade do orgasmo masculino.

Anotação: O legislador eleva o orgasmo a valor supremo, lado a lado com a vida masculina.
O orgasmo feminino é bastante desvalorizado e é menos importante que gases, arrotos ou uma série de soluços.

Devassa por meio de informática
A mulher que for apanhada a mexer ou vasculhar a colecção de porno do seu homem no computador deste, será punida com a pena de morte por asfixia. A pena poderá ser executada pelo próprio marido, no momento e de imediato, se a mulher, dolosa ou negligentemente, apagar irreversivelmente um ou mais ficheiros de dupla penetração anal.

Violação de correspondência ou telecomunicações
A mulher que for apanhada a remexer em cartas, bilhetes ou telemóveis do marido será punida com a pena de morte por decapitação.
A eventual alegação de analfabetismo não a isenta da pena.

Violação de segredo
A mulher que contar a outrem que teve relações sexuais com homem alheio ou, de qualquer forma, divulgar qualquer acto sexual em que intervenha um homem, será punida com amputação da língua e injecções maciças de avastin adulterado nos olhos.

Gravações e fotografias ilícitas
A mulher que se opuser à filmagem ou reportagem fotográfica do acto sexual será violada de imediato por quatro homens em simultâneo. Três para consumar a violação e um para segurar na câmara.
Para o cumprimento da pena, se tal for necessário, recorrer-se-á a vizinhos, ao carteiro ou ao funcionário da TV Cabo.

Roubo
A mulher que roubar homem será punida com pena de morte.
A mulher será perdoada da pena capital se, depois da consumação do roubo, executar, pelo menos, 2 horas de sexo oral à vítima ou 35 minutos de sexo anal com palavrões ou outras obscenidades passíveis de aumentar o prazer masculino.

Dano
A mulher que danificar propriedade do homem será punida com 200 chicotadas e 5 anos sem ler revistas cor-de-rosa.
Entre os bens dignos de protecção jurídica podem-se enumerar: a televisão, o computador, as sapatilhas, as garrafas de vinho, cerveja, martini ou coca cola, os posters da Ana Malhoa, o automóvel, a colecção de porno, os cachecóis do clube de futebol, as chuteiras de futsal e a lista telefónica, em suporte de papel ou digital.

Dano com violência
Se alguns dos bens atrás enumerados forem danificados ao mesmo tempo que a mulher resmunga, chora ou de qualquer forma perturba o estado emocional do homem, a pena será aumentada para 20 anos sem ler revistas cor-de-rosa e sem ler e-mails de homens nus.

Burla para a obtenção de alimentos, bebidas ou serviços
A mulher que enganar um homem com o intuito de se alimentar ou obter um serviço essencial para o seu bem-estar será punida com 500 chicotadas e 5 anos sem usar baton e blush.
A mulher será isenta da pena se reparar o mal causado, executando, pelo menos, 2 horas de fellatio ou 30 minutos de sexo anal com palavrões ou com a frase “nunca vi um tão grande”.

Burla informática e nas comunicações
A mulher que através de e-mail, Messenger, sms, chats online ou redes sociais, prometer ou criar no homem a expectativa de sexo fácil e não o cumprir ou, fazendo-o, não o cumprir com o mínimo de eficácia, será punida com 1000 chicotadas, desfiguração parcial da face e será banida para o resto da vida do uso de anti celulíticos.

Burla relativa a trabalho ou emprego
A mulher que se candidatar a emprego, público ou privado, e não comparecer à entrevista ou prova de selecção sem estar devidamente munida do equipamento necessário: joelheiras, preservativos, óleo de massagem, lubrificante vaginal e anal, varão de strip amovível e camisa e saia de colegial, será punida com a pena de 1000 chicotadas ou uma vida inteira proibida de usar anfetaminas, diuréticos ou herbalife.

Abuso de cartão de crédito
A mulher que, sem autorização expressa do homem, usar o cartão de crédito do homem na aquisição de outros produtos que não de higiene, limpeza ou de teor sexual será punida com 5 meses de prisão, num estabelecimento prisional onde todas as reclusas usam a mesma farda e não existe empregada de limpeza.

Favorecimento de credores
A mulher que, estando em dívida perante diversos credores, privilegiar o pagamento com favores sexuais de alguns em detrimento de outros, com base no tamanho do carro, do pénis ou do plafond do cartão de crédito, será punida com um pena de 500 chicotadas e 10 anos sem poder visitar shoppings com mais de 20 lojas.

Discriminação racial e religiosa
A mulher que se recusar a copular com um homem com base na raça ou religião será punida com pena de morte por electrocussão.
A mulher só será isenta de pena se o homem for preto, cigano, benfiquista, cheirar mal da boca ou usar sandálias de couro.

Tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos graves
A mulher que coagir ou, de qualquer forma, levar o homem à prática dos seguintes actos: visitar consigo shoppings, comparecer a jantares de família, casamentos, comunhões ou baptizados, "double dates", jantares de amigos, idas à praia ao domingo ou ao Algarve em Agosto, será punida com a pena de decapitação.

Anotação: O legislador considera este um dos crimes mais graves de todo o sistema penal. Qualquer homem facilmente perceberá o porquê desta opção legislativa.

Bigamia ou poligamia
O homem que só praticar sexo com uma mulher será punido com a pena de castração química e como pena acessória será proibido de alguma vez se filiar ou inscrever em associações como os escuteiros, centros de yoga ou grupos ecologistas.

Falsificação de estado civil
O homem que, para obter favores sexuais de uma mulher, mentir sobre o seu estado civil será punido com a pena de 100 chicotadas ou 200 horas de trabalho comunitário, fornecendo revistas e dvd pornográficas aos condenados por bigamia ou poligamia.

Anotação: O legislador defende que jamais um homem precisa de mentir para ter sexo. O direito ao sexo é divino, absoluto e não deve carecer de qualquer esforço para a sua concretização.

Violação da obrigação de alimentos
Toda a mulher que, após ordem expressa do homem, não usar, no fellatio, chantilly, gelado, chocolate líquido, frutos vários ou adoçante no caso de diabetes, será punida com 500 chicotadas ou 10 anos de proibição de ingestão de saladas ou sopas light.

Ultraje por motivo de crença religiosa
A mulher que, ao deparar-se com um pénis circuncidado, não rezar de imediato, agradecendo tal dádiva divina, será punida com a pena de 800 chicotadas ou 10 anos de sexo com homens com pénis pustulentos ou retalhados.

Impedimento, perturbação ou ultraje a acto de culto
A mulher que, dolosa ou negligentemente, interromper ou perturbar sessões de futebol, jogos de cartas, videojogos ou matraquilhos, conversas de teor sexual ou visionamento de filmes do Clint Eastwood, será punida com a pena de 700 chicotadas ou como pena alternativa a obrigação de assistir a todos os jogos da época do Benfica com comentários do Nuno Luz.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Aniversário do Sporting Clube de Portugal

Plano oficial das cerimónias comemorativas do aniversário do SCP, um dos maiores clubes portugueses, fundado em 01 de Julho de 1906.

09H00 - Cerimónia de abertura com a presença de ilustres sportinguistas e símbolos do clube.
Como não conseguiram encontrar nenhuma glória mais recente, ainda viva, foram convidados o Purovic, o Dominguez e o antigo guarda redes Costinha.

09H30 -
Cerimónia religiosa, conduzida pelo cardeal patriarca de Lisboa, onde se presta homenagem a lendas sportinguistas já falecidas.
Entre eles, os imortais Travassos, Jesus correia e Vítor Damas, bem como a dedicação, devoção e glória leoninas, falecidas em 10 de Março de 2009, em plena Arena de Munique.

10H00 - Renovação do contrato com o Liedson. O levezinho assina por mais dois anos e vê o seu salário ser aumentado para os 200 mil euros mensais

10H30 - Jogo de matraquilhos humano entre uma equipa do Sporting e uma selecção Lisboeta, com a presença especial de Cherbakov.
Cherbakov alinhará pela formação leonina, actuando na posição de matreco avançado centro.

10H45 – Sessão de cânticos da claque na sala de imprensa. O Presidente Bettencourt iniciará a desgarrada e acabará com a gravata na cabeça ao som de uma versão adaptada para cântico do “enola gay”.

11H00 -
Jogo de Boccia entre duas equipas mistas, capitaneadas pelo Iordanov e pelo roupeiro Paulinho, respectivamente.

11H15 - Apresentação da biografia do ex-presidente Leonino, Sousa Cintra.
Na cerimónia, Sousa Cintra brindará os presentes com a leitura de alguns excertos dos seguintes capítulos do livro:
- Como ser sportinguista desde pequenino através de manipulação genética mal sucedida.
- Como criar e falir uma fábrica de cervejas em menos de 6 meses.
- Como extinguir 10 espécies animais com um só tiro de caçadeira.

11H30 - Sessão infantil onde os filhos dos associados poderão jogar vários jogos didácticos, entre os quais o “Safári Africano – Em busca do Jorge Gonçalves”, “Enfiar um GPS no Dias da Cunha” ou “Limpando a baba do Iordanov”

11H45 - Sorteio dos sócios que terão o privilégio de se deslocar à varanda da porta 10A para receberem a equipa do FC Porto, formação convidada para o jogo amigável do aniversário.
Os felizes contemplados receberão, além do prémio principal, um frasco de mercúrio cromo e uma manual com o título “como sobreviver a quedas colectivas de varandas sem os nossos pais saberem.”

12H00 -
Renovação do contrato do Liedson. O levezinho prolonga o vínculo por mais 3 anos e passa a ganhar 400 mil euros por mês.

12H15 -
Concurso de cabeleireiros onde vários candidatos irão tentar recriar a risca ao meio de Paulo Bento. No certame, os concorrentes somente poderão usar como material mamíferos extintos da Tasmânia.
De seguida, um taxidermista austríaco irá explicar as origens e composição do cabelo do treinador sportinguista.

12H30 –
Sessão de aperitivos, com martinis à discrição. O Presidente Bettencourt entusiasma-se e acaba a entoar cânticos da claque. Já visivelmente tocado, finaliza todos os versos com a palavra “pá”.

13H00 –
Pausa para almoço. Os convivas poderão, nesta fase e à mesa, conviver e trocar impressões sobre temas transversais a toda a família sportinguista como o golfe, a bolsa, as apertadas leis laborais e os resorts de Bora Bora.

14H00 -
Reinício do programa com um debate entre o ex-presidente Dias da Cunha e o Professor Moniz Pereira com os seguintes temas em agenda:
- Alzheimer; Incontinência; AVC’s; Osteoartrose e Sportinguismo.

14H30 - Especialistas ingleses procederão a uma análise química e bacteriológica ao cabelo da Maria José Valério.
Entrada permitida apenas a adeptos esterilizados e com fato de protecção tipo 4.
Estas regras de segurança não se aplicam aos adeptos leoninos do Barreiro ou de Sacavém.

14H45 – Sessão de cânticos na sala de imprensa. Convidado especial: Artur Agostinho, que cantará dentro de uma câmara hiperbárica.

15H00 - Recriação amadora do filme o “Leão da Estrela”, figurando, no papel de Antónia Silva, o famoso maratonista Carlos Lopes, que dada a indisfarçável pronúncia beirã, será dobrado pelo Marco Horácio.

15H30 -
Reunião na sala de imprensa, onde o Presidente Bettencourt apresentará aos sócios a mais recente aquisição do clube: um jovem sportinguista da CERCIS, que escreverá os próximos cânticos da claque e que pelo facto ganhará uma gamebox grátis, bem como um conjunto de lápis de cor com a cabeça do Dias Ferreira.

15H45 – Na sequência, o Presidente Bettencourt apresentará um projecto que promoverá a venda de gameboxs especiais, com a seguinte particularidade: darem direito a um desconto de 10% por cada goleada sofrida pelo Sporting.

15H50 – Rui Oliveira e Costa, rompendo o protocolo e em pleno acto de apresentação, alertará o Presidente Bettencourt para o desastre financeiro de tal medida.

16H00 - Renovação do contrato de Liedson. A estrela do plantel passa a ganhar 500 mil euros mensais, mais que todo o plantel e administração juntos. O contrato do levezinho expira agora em 2078.

16H30 - Sessão de exercício físico com o líder da claque Fernando Mendes e com o seguinte alinhamento de aulas:
- Aula de espancamento colectivo;
- Aula de invasão não pacifica de terrenos de jogo com as seguintes subdivisões: escalamento de redes, salto de fossos, desarmamento de polícias, rasgamento de camisas em menos de um segundo, tronco nú sob temperaturas negativas e abandono do terreno amparado por um dirigente corajoso;
- Aula de choro colectivo compulsivo após uma goleada histórica.

17H00 - Na sala de imprensa, testemunho real de um jovem de 28 anos, que explicará como tomou a decisão de só perder a virgindade no dia exacto em que o Sporting foi campeão nacional em 2000, após 18 de jejum.
Graças à devoção do adepto, acabou por ser o último do grupo de amigos a perder os três. A pressa e o facto de o seu clube só ter garantido o título na última jornada, levou-o a ter que foder a “Costança Clamíida”, a beta mais badalhoca do Colégio de S. João de Brito.

17H30 - Sessão de touradas em pleno estádio de Alvalade. Para a realização do evento, o relvado foi integralmente substituído.
Como forma de festejar o aniversário e como símbolo da enorme originalidade do clube, o espectáculo tauromáquico sofrerá algumas alterações de figurino: uma pessoa na arena e 15 mil touros nas bancadas.

18H00 - Realização de provas de golfe, ténis, squash, hipismo e rugby onde poderão participar todos os sócios e simpatizantes* (ver nota)

* (Nota) Os adeptos negros, ciganos e assalariados serão levados para a sala de imprensa onde serão submetidos a uma sessão de esclarecimento com o seguinte título:
“Ou mudam de clube imediatamente ou serão sujeitos a uma sessão de 3 horas e meia de cânticos da claque, cantados pelo próprio Presidente Bettencourt.”

18H30 -
Discussão colectiva sobre a crise do subprime, a polémica das OPA’s hostis e a problemáticas das fusões das sociedades em comandita.
No final, Horta e Costa apresentará uma sondagem fidedigna que provará decididamente que os 12-1 frente ao Bayern de Munique não passaram de propaganda benfiquista ou uma alucinação colectiva provocada pela péssima qualidade da transmissão da TV Cabo.

19H00 -
Depois do Benfica e FC Porto terem anunciado mais um reforço cada, o Presidente Bettencourt convoca os sócios para a sala de imprensa onde, todos juntos e em jeito de exorcismo, entoam os cânticos do clube.
Convidados especiais: o roupeiro Paulinho, o apresentador Fernando Mendes e a Carla Matadinho.
Quando questionada por um adepto se sofre muito quando vê o seu clube perder, a modelo respondeu: dói quase tanto como levar no cú, mas uma pessoa habitua-se.

19H15 - Gabriel Alves explicará ao auditório leonino como conseguiu chegar a comentador desportivo de renome sem perceber absolutamente nada de futebol ou de língua portuguesa. Um exemplo para a nação Sportinguista.


19H30 – Sessão de cânticos na sala de imprensa. O presidente Bettencourt marcará o ritmo e convidará Sérgio Godinho para um rap final.
Presença, ainda, de Jorge Palma que improvisará novos cânticos com a particularidade de não rimarem.
No final, já alcoolizado, acabará a cantar no chão e será espancado pela Juve Leo, que o confunde com um sem abrigo ou, pior ainda, um dirigente do SOS racismo.

20H00 – Work Shop sobre promessas eleitorais, golpadas e gabarolices várias, com a presença dos oradores Pedro Santana Lopes e Sousa Cintra.

21H00 – Pausa para jantar e sessão de fados. No final da sua actuação, João Braga confidencia aos adeptos como superou o seu décimo terceiro cancro e como foi cobardemente roubado por uma empregada doméstica do Bloco de Esquerda.
Emocionado, acaba por amaldiçoar os benfiquistas, os activistas dos animais e as mulheres que não sabem cozinhar.
Lembra, ainda, com saudade, Tarzan Taborda, o seu arqui-rival na arte da autoexaltação.

21H30 - Desfile de moda com os ex-jogadores Dani, Sá Pinto e Domiguez. Os dois primeiros desfilam com modelos da Gant e da Sacoor e o Dominguez com peças da Cenoura.
Miguel Veloso, um símbolo actual, desfilará com algumas peças da colecção masculina da Fátima Lopes. Atendendo ao número de rissóis e bolinhos de bacalhau em trânsito, as roupas do jogador serão alargadas 7 vezes durante o desfile.

22H00 – Sessão de Karaoke na sala de imprensa. Diversos adeptos poderão pôr à prova os seus dotes vocais cantando cânticos da claque.
Convidada especial: Luciana Abreu que comparecerá acompanhada do seu macaco de estimação: o Djaló (uma espécie de Bubbles da Lucy).

22H30 – Noite temática erótica: Palestra sobre sexo inter racial com peixeiras, com a presença do orador convidado, Oceano.
Na mesma sessão, o macaco Djaló faz uma colonoscopia à Luciana Abreu que perderá a compostura e gritará, com pronúncia tripeira: “ai Yánique, que me rasgas!”

23H00 – Encerramento das comemorações com sessão de cânticos na sala de imprensa. O presidente Bettencourt, depois de ter proferido pela centésima segunda vez a palavra “allez” e já lavado em lágrimas, enaltece o “ser sportinguista” e a capacidade de sofrimento única do adepto leonino.
Como forma de combater este sofrimento, defende a criação de unidades de saúde especializadas como o IPO ou os antigos sanatórios.
Rui Oliveira e Costa intervém e defende, vigorosamente, que tais cuidados de saúde só deverão ser prestados mediante a contratação de um seguro de saúde.
Questionado por um adepto se é accionista de alguma seguradora, Oliveira e Costa cita Dias Loureiro: “Não me recordo”.

terça-feira, 23 de Junho de 2009

Uma das mais lindas histórias - Parte 1

Já os meus assíduos leitores deviam achar que eu estava morto como o pequeno Saúl Ricardo (morto para os top’s)quando em data que já não me recordo deixei de escrever para esta merda, mas não, o que se passou foi uma de várias possibilidades em simultâneo (o que só é possível na realidade alternativa em que eu vivo, sim, não me digam que é das drogas porque toda a gente toma drogas, o Dr. George Bush tomou drogas e governou bem, o Dr. Stevie Wonder tomou drogas e só lhe aconteceu ficar cego, o Dr. Salazar tomou drogas, muitas drogas e só lhe aconteceu perder desejo por todas as mulheres que não parecessem uma sopeira exumada depois de enterrada em estrume durante vários anos, portanto não é disso).

O que aconteceu foi que eu frequento vários grupos de auto-ajuda, sendo o mais útil de todos, aquele em que tento saber em que é que preciso de ser ajudado, me deu várias dicas, sendo a melhor delas alhear-me do mundo, deixar de trabalhar, se bem que nunca trabalhei muito, e beber bastante, de modo a criar em mim uma direccionalidade problemática que eu pudesse depois combater.

Foi aliás num desses grupos que eu conheci uma pessoa fantástica, que me deu a informação sob a qual eu arrisquei a fornecer assim de chapa, que o Dr. Salazar tomava drogas. Bem toda a gente já o sabia mais ou menos pela voz arrastada e semblante fixo no horizonte. Mas este homem contou-me uma das mais extraordinárias histórias que já ouvi, enquanto nos encontrávamos os dois num grupo de auto ajuda para pessoas com necessidades sexuais que escapem à normalidade convencionada como gostam lá de referir. Ora eu fui lá com o propósito de engatar uma gaja que tivesse o fetiche de fazer sexo na traseira dum carro do lixo, no meio das latas de sardinha vazias e fraldas descartáveis, enquanto este era conduzido pela Amadora em alta velocidade. Já tinha conseguido o carro por intermédio de um amigo meu da Câmara e só faltava a gaja, o que não ia ser difícil, e o Alfredo (vou chamar-lhe assim) estava lá com o propósito de engatar um gajo que pelo menos de lado (visto da esquerda) fizesse lembrar muito o Vítor Constâncio, com aquele cabelo giro à Gastão, o primo sortudo do Pato Donald.

Entretanto metemos conversa, e ele foi-me contando a história da vida dele, disse-me que se tivesse cara de suíno me achava giro, pois eu tinha um corpo rijo, mas ele tinha uma atracção por tipos com a cara do Vítor. Fiquei lisonjeado na parte do corpo, que ele disse que tinha pinta de surfista, e um pouco triste por não lhe poder corresponder, mas enfim.

Contou-me que fez escola com o Dr. Salazar, na altura ainda Tóninho Oliveira, e falou-me da paixão deste pela música e da fase rebelde por ele iniciada, que mais tarde iria tornar-se o Movimento Punk Homosexual Radical Católico ou como é mais conhecido o MPHRC.

Revelou que o Toninho era um verdadeiro prodígio no órgão da igreja, onde era vê-lo bombear o ar com aqueles pezinhos calçados com botas da tropa roxas, e a paixão que este demonstrava quando, fechando os olhos, deixava cair a cabeça para trás, enquanto daquela peça de mobília musical saíam os mais estridentes e maravilhosos sons já ouvidos. Disse que depois, no entanto esta carreira nunca chegou a descolar porque como referiu, o Toninho meteu-se na puta da droga e como igualmente disse, ficou todo fodido, condição que o acompanhou por toda a vida, sendo que é verdade que nunca mais deixou de consumir, acabando tristemente traído pelas suas musculadas coxas de organista treinado para tão fraca peça de mobiliário (lembrem-se que naquele tempo não havia o IKEA, os filhos da puta de Paços de Ferreira faziam o que lhes apeteciam).

Quando eu ia pedir para aprofundar a história, eis que vejo passar um homem igualzinho ao Vítor Constâncio, só que mais baixinho e atarracado, que varrendo o horizonte com o olhar, fixou os olhos no Alfredo, ou Fredo como eu já lhe chamava, e deixei de o ver. Não me quis dar o número de telemóvel pois disse que já tinha sofrido demais no passado, e sabia que eu estava interessado era em dar uma foda no meio do lixo. Fiquei com pena pois queria estar mais com ele.

Nem me consegui concentrar no sexo badalhoco, pois a história do jovem Salazar Punk dominou a minha atenção. Simplesmente não me saia da cabeça, até que fui a um médico escolhido ao calhas nas páginas amarelas da internet, e disse-lhe que andava a ver pessoas a dançar kizomba no meu quarto (que é o que sempre digo), e ele receitou-me umas caixas de anti-depressivos e ansiolíticos versão turbo, e nunca mais pensei nisso até hoje depois do almoço, altura em que estava a tocar guitar hero e a luz foi abaixo porque estavam em obras no prédio. De repente, enquanto tentava encontrar às escuras uma caixa dos maravilhosos drunfos mágicos que estão numa caixinha com as inscrições “Em Fátima Rezei Por Ti” junto à minha mesinha de cabeceira e por cima de umas edições especiais da “Newlook”, ocorreu-me que devia fazer uma viagem espiritual.

Cogitei profundamente sobre este assunto durante algum tempo até que o comprimido começou a fazer efeito e aterrei de cabeça. No dia seguinte, no entanto acordei ainda com esse mesmo pensamento estampado, o que é estranho pois a as ideias em mim não costumam ter qualquer tipo de permanência, e senti o profundo apelo daquilo que estava a sentir. Resolvi assim ir ao Colombo ver as lojas e jogar bowling.

Continuará . . .