A mais recente e visionária proposta do professor Marcelo já é conhecida da opinião pública: consiste em defender que o partido dele, pelo que consegui perceber nos parcos 12 minutos de que dispõe semanalmente na televisão pública portuguesa, ainda o PSD, deve referendar internamente a posição oficial sobre a regionalização.
Um dia depois, um destacado barão do partido do Minho, cujo nome está mesmo na ponta da língua, defendeu que seja efectuado um referendo à proposta do professor de referendar a regionalização.
Um militante de base de Vila de Rei (uma terreola dada aos hungáros em 1998 em troca de 3 actrizes pornográficas com mamas 36DD – facto desconhecido da maior parte dos portugueses, sobretudo dos que nunca comeram as húngaras*) disse já discordar inteiramente do barão sem nome e propõe, em alternativa, um plebiscito à proposta do professor e uma moção de censura à proposta do barão.
Entretanto, algures no elefante branco em Lisboa, um empreiteiro endinheirado, e com dois guarda-costas eslavos e não colectados, defendeu, perante os microfones do canal erótico português HOT, que se deveria referendar a possibilidade de qualquer militante do partido poder propor referendos.
Agastado, o Professor Marcelo avançou já com a ideia de se referendar, para já apenas internamente, a hipótese de qualquer militante se opor às suas propostas.
O barão do norte, instado por um jornalista da rádio cidade, referiu discordar desta última sugestão do Professor e preconizou, em alternativa, que apenas sejam referendadas as propostas de referendo do Professor quando estas são tornadas públicas às terças e quintas ou quando o céu está nublado em mais de 66% do território nacional.
Nos outros dias, o barão defende que apenas as propostas do empreiteiro e do militante de base sejam referendadas.
Caso a humidade ultrapasse os 26%, as mesmas devem ser imediatamente rejeitadas.
O professor concordou em parte com esta última proposta, mas defendeu um sufrágio para decidir se Madeira e Açores podem ser incluídos nos referidos 66%.
O barão rejeita por completo um sufrágio e defende uma consulta directa e presencial.
O militante mostrou-se bastante desagradado e contrapôs com a possibilidade de se efectuar uma sondagem, por telefone entre as 3 e as 7 da manhã.
Aproveitou, ainda, para desabafar e confessou que já vai sendo altura de referendar a possibilidade de existirem barões no PSD.
Entretanto, no meio desta confusão, a minha gaja ligou-me hoje a dizer que está com o período e apresentou-me duas alternativas, numa espécie de sondagem caseira: anal ou oral?
Sugeri-lhe um sorteio puro, proposta que ela de imediato aceitou.
Já preparei os papelinhos: um diz “anal”, o outro diz “oral no fim do anal”.
Em Amarante, os habitantes locais estão assustados com a possibilidade de ser construída uma barragem no rio Tâmega, a montante da cidade.
Segundo eles, a barragem irá provocar a destruição de diversos ecossistemas e mesmo pôr em risco a população de Amarante, doravante constantemente ameaçada pela possibilidade de cheias.
Para tal criaram uma associação chamada “Salvem o Tâmega”.
De imediato liguei para lá e, ao contrário do que estava à espera, eles são contra a construção da barragem.
Ora, como sou do Porto, vivo, há largos anos, (desde que tenho consciência de mim próprio e desenvolvi capacidades olfactivas) amaldiçoado com essa verdadeira praga que são os Amarantinos.
Seres disformes e cruéis, capazes de praticar actos ainda mais tenebrosos que o canibalismo ou o sexo com preservativo.
Pessoas que são incapazes de conjugar os verbos, combinar cores ou tecidos no vestuário ou entrarem na porta certa dos autocarros.
Assim sendo, decidi não doar nada à neófita associação e já meti os papéis para uma nova associação como o nome “Salvem o Porto, afundem Amarante”.
Os cabrões até podem ficar a boiar, mas sem luta é que não ficam.
Deu ontem entrada no Hospital de S. João o famoso emplastro. Depois de um benemérito lhe ter patrocinado o conserto da dentadura eis que agora surge o retoque final no que se pretende um look de vanguarda: a remoção da verruga que tem feito as delícias de milhares de portugueses, nomeadamente desempregados, empregados de escritório ou, em geral, gajos que não sabem usar a net para pesquisar nada de original.
Ao que consta no Bairro, e para passar à frente na lista de espera, uma senhora que faz limpezas no hospital, e que vive no mesmo bloco do emplastro, fez um fellatio a um contínuo das urgências.
Por sua vez, este funcionário fez um cunnilinguus de 32 minutos a uma enfermeira de Obsterícia, que não tem relações sexuais com o marido há mais de 2 anos, desde que este desenvolveu uma obsessão de cariz sexual por uma escova de dentes Oral B.
A enfermeira, 3 orgasmos e uma ruptura muscular depois, subiu à Dermatologia, onde usando um strap on de 59 euros, adquirido numa sex shop online, penetrou analmente um médico da especialidade.
O emplastro deu entrada no bloco operatório para remover a verruga por volta das 15H30, depois de ter almoçado uma canja de galinha e pescada cozida.
A intervenção demorou cerca de 45 minutos. Segundo fonte do Hospital, a verruga encontra-se bem, em plena recuperação, enquanto o emplastro foi enviado para o laboratório a fim de ser submetido a uma biópsia.
Entretanto, realizou-se ontem em Ermesinde, o segundo campeonato nacional de patologias.
O evento decorreu a bordo de um autocarro da linha 703, e contou com 24 participantes.
Inicialmente, a organização apontava para a centena, mas alguns dos concorrentes não conseguiram acabar a descrição sumárias das doenças de que padecem (requisito exigido para a participação) a tempo da competição.
De imediato, foi criada uma competição paralela em que o vencedora conseguiu estar 4 dias e 3 horas consecutivas a descrever doenças passadas, presentes e “coisas más que já sente a chocar” usando a terminologia da vencedora.
O momento foi registado pelas câmaras do Porto canal, e dos programas da Fátima Lopes, do Goucha e José Carlos Malato.
A meio da emissão, Malato não se conteve e decidiu participar, descrevendo o nome e composição dos 762 medicamentos que transporta na sua bolsa a tiracolo, juntamente com o seu gel y2k e o vibrador anal de 3 velocidades.
Para o substituir, foi convocado de emergência o apresentador Júlio Isidro, que aproveitou para bater o recorde mundial de amputados dentro de um Smart fortwo.
Na competição principal, a vencedora foi uma idosa de S. Mamede de Infesta, Matosinhos, que descreveu 36 doenças mortais, 45 crónicas, 12 tipos diferentes de encefaleias e diversos tipos de tumores, que só são conhecidos em determinados tipos de répteis do Bornéu.
A competição foi renhida e a vencedora teve que discutir a consagração, taco a taco, com um homem de 37 anos de Espinho, reformado por invalidez, que já tinha morrido 3 vezes, duas das quais após decapitação por um comboio, na linha do norte, junto do apeadeiro de Miramar.
O Espinhense ainda conseguiu chocar os presentes quando contou a sua traumática experiência de lhe ter nascido um tumor maligno em cima de um outro tumor maligno.
A idosa só conseguiu a vitória “in extremis” quando, lavada em lágrimas, contou ao júri a pungente história de um tumor pré-existente que foi afectado pelo dramático aparecimento de uma neoplasia maligna devastadora: um natural de Amarante.
A vencedora, depois de receber o prémio principal (um passe anual da STCP, 50 consultas prioritárias no clínico geral do Centro de Saúde e um formulário de candidatura a beatificação), optou, ainda, por mais 20 cêntimos, adquirir os impressos próprios para o processo de canonização, com a seguinte justificação.
“Nunca se sabe quando me pode dar uma coisinha má!”
A Polícia Judiciária, através do seu Departamento de combate ao crime informático, lançou ontem um apelo, destinado aos mais jovens, relativamente aos cuidados a ter na Internet, sobretudo em chats de conversação ou redes sociais.
Segundo os investigadores, os adolescentes e jovens em geral devem ter cuidado com as abordagens, com a revelação de dados pessoais, as conversas por webcam ou a marcação de encontros presenciais.
Como exemplo, a mesma fonte revelou parcialmente o teor de uma queixa apresentada por uma vítima, uma jovem de 19 anos de S. Pedro da Cova, Gondomar.
O nome da vítima não foi, obviamente revelado, por razões de privacidade e segurança.
A vítima descreveu, aos Inspectores e textualmente, excertos da conversa que manteve com o predador sexual.
- Olá linda!
- olá, cm te xamas?
- Sou o Lucarelli! E tu?
- Sou a Vãnia. És do Porto.
- Sim, da Ribeira.
- Eu sou de S Pedro da cova. Que idd tens?
- Num sei, e tu?
- Tenho 19
- Eu tb!
- Do que gostas?
- Num sei, e tu?
- Gosto de musica, de novelas e de danças latinas
)J- Eu tb! Fodasse, q cuincidencia
- Olha, és mm tu na foto? És mm giro, és parecido cu Orlando bloom.
- Claro que sou. E nesse dia tava todo lixado, tinha sido apanhado sem carta pela bófia, nem fiquei bem nem o caralho. Olha queres sair?
- Nun sei se debo, nem te conheço
- Eu conheço o Cláudio, o primo do namorado da tua prima Suzete.
- Qual, aquele que trabalha no pasta caffe do via Catarina.
- Sim, esse. E já te vi na zara do parque nascente. És morena e tens pá aí 1, 70m, num é?
L- Não, tenho madeixas louras e só meço 1,57m
- Pois, num há hipótese, és mm tu! Queres sair?
- Num sei. O q queres fazer?
- Sei lá, íamos beber um copo ao vogue e depois eu ia-te ao pito, que dizes?
- Num sei.
- Anda lá?
- Num sei…
- Anda lá?
- Tá benhe! Vens-me buscar?
- Vou! Vou num uno branco sem matrículas, tá benhe?
)J- Tá bem, vou lavar a rata que faltou a água outra vez
- Até já então
- Até já lindoooo
Depois desta conversa e de (usando as mesmas palavras da vítima) lhe ter dado o pito por diversas vezes, nunca mais o conseguiu contactar, até porque ele lhe levou a carteira e o telemóvel.
A vítima referiu, ainda, não ter estranhado o facto de o agressor lhe ter aparecido com um passa montanhas e de a ter levado directamente para a Serra da Agrela em Santo Tirso, porque, segundo a mesma, “gosta de pessoal fora e até curte andar de carro”.
* Pelo que apurei, e além de Vila de Rei, ainda tivemos que entrar com 5 M€ e a promessa de que a Orsi Féher trabalharia indefinidamente em Portugal, sem nunca precisar de atacar na esquina ou aprender Português.